O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Álvaro Porto, do MDB, denunciou, na reunião plenária desta segunda, uma investigação da Secretaria de Defesa Social sobre a vida pessoal dele. O parlamentar afirmou que houve uso político do aparato estadual, após um veículo de imprensa divulgar informações de um relatório policial, que teria sido solicitado pelo secretário Alessandro Carvalho. Álvaro Porto afirmou que teve a intimidade violada pela investigação e apontou a ausência de amparo legal para a realização das apurações. Porto cobrou esclarecimentos diretos à chefe do Poder Executivo. “Todas as providências serão em defesa da Assembleia, das prerrogativas da atividade legislativa e da defesa de cada um dos senhores. Como eu sempre procedi desde o primeiro momento em que assumi a presidência.”
Álvaro Porto recebeu apoio dos deputados Rodrigo Farias, do PSB; Mário Ricardo, do Podemos; Coronel Alberto Feitosa, do PL; e Sileno Guedes, do PSB; que repudiaram o que chamaram de perseguição ao presidente da Alepe e cobraram explicações. João Paulo, do PT, pediu uma apuração rigorosa sobre os fatos.
Sileno Guedes criticou a gestão da saúde pública do Governo Raquel Lyra e questionou o uso contínuo de contratos emergenciais sem licitação. O parlamentar citou denúncias apresentadas pelo deputado federal Pedro Campos, do PSB de Pernambuco, sobre cerca de 286 milhões de reais em contratações sem concorrência pública para hospitais e UPAs. “O Governo sabia a data de encerramento desses contratos há 10 anos, não há nenhuma surpresa. Não existe emergência em contrato que vence depois de uma década. O que existe é a falta de planejamento ou a decisão consciente de evitar a transparência e a disputa pública.”
Já o deputado Luciano Duque, do Podemos, elogiou o trabalho da Secretaria Estadual de Saúde e reconheceu a atuação da secretária Zilda Cavalcanti diante dos desafios da rede pública. Segundo ele, a gestão vive um processo de reestruturação para enfrentar problemas históricos e tem ampliado o acesso aos serviços. “Quem acompanha a rede estadual sabe dos avanços que Pernambuco vem alcançando, na modernização hospitalar, na ampliação serviços, no fortalecimento da regulação, em investimentos e equipamentos e reorganização da assistência em diversas regiões do estado.”
João Paulo, do PT, registrou o Dia Internacional de Combate à Homofobia, Transfobia e Bifobia, celebrado em 17 de maio. O parlamentar destacou que a homossexualidade já foi tratada como doença mental e que, apesar da retirada da classificação pela OMS, o preconceito e a violência ainda persistem. Nesse sentido, citou iniciativas como o projeto de lei que cria uma política estadual de saúde para a população LGBT+ e a Frente Parlamentar que trata do tema na Alepe. “Não existe democracia plena enquanto pessoas seguirem sendo excluídas, violentadas, invisibilizadas por quem são. É por isso que a Frente Parlamentar pelos Direitos da População LGBTQIAPN+ existe, é por isso que levamos nossas escutas a todas regiões de Pernambuco e é por isso que seguiremos apresentando propostas que transformam direitos em realidade.”
João Paulo, do PT, ainda criticou Flávio Bolsonaro, apontado como o principal nome da oposição para as eleições presidenciais de 2026. O deputado denunciou as recentes contradições do senador envolvendo negociações de repasses milionários com o dono do Banco Master. O petista ressaltou que a direita tenta vender ao Brasil um candidato que exige transparência dos outros, mas não aplica para si mesmo.
Coronel Alberto Feitosa, do PL, afirmou que o vazamento de ligações e mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro foi uma espécie de “cortina de fumaça” para esconder irregularidades envolvendo o presidente Lula e pessoas próximas a ele. Feitosa disse que essa seria também uma tentativa de impactar a candidatura de Flávio Bolsonaro e que as conversas não apontam ilícitos. “Pergunto, senhores deputados, se estão tão preocupados com troca de mensagens, de uma movimentação de um pedido de patrocínio, cadê a preocupação, de zelo de Vossas Excelências em não perguntar a um presidente da república como ele recebe quatro vezes, na calada da noite, um banqueiro que ele, sim, tinha a obrigação de saber que estava sendo investigado.”
Rosa Amorim, do PT, celebrou o Dia Municipal das Cozinhas Solidárias no Recife e destacou a importância da iniciativa para o combate à fome. Segundo ela, em um país que está entre os maiores produtores de alimentos, a fome continua sendo resultado de escolhas políticas e da concentração de renda. “As cozinhas solidárias, as cozinhas populares, são muito mais do que um agente nas periferias de combate à fome e à insegurança alimentar. É uma importante tecnologia social, que organiza o povo em torno de algo que os falta e que na verdade é um direito, que é o direito básico à alimentação.”
Débora Almeida, do PSD, compartilhou agenda de visitas a oito municípios do Agreste e do Sertão. Ela citou as festividades de Frei Galvão e o acompanhamento das obras de uma creche, em São Bento do Una. Também participou da procissão de Santo Isidro em Ibirajuba e da inauguração da sede do Lar de Nikolas, em Belo Jardim, que atende jovens em situação de vulnerabilidade. A parlamentar ainda acompanhou obras de construção de creche e de reforma do mercado público em Cedro.
Izaías Régis, do PSD, relatou visita ao Agreste Meridional no último fim de semana. O parlamentar destacou, em Garanhuns, a regularização do abastecimento de água para cerca de 90% da população. Ainda no município, citou melhorias na infraestrutura do Hospital Regional Dom Moura.
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